
2 - Assumir pessoalmente o que pretende fazer:
Quando divulgar a sua mensagem, faça-o na "1ª pessoa"_(eu penso ou eu acho que...), evitando recorrer a expressões do tipo "Nós pensamos que.." ou "A equipa acha que.." ou ainda "os sócios e adeptos acham que..." O recurso sistemático aos outros e a terceiros é revelador da incapacidade em exprimir o que pensa ou sente...
3 -As mensagens devem ser completas e específicas:
Procure não partir de pressupostos ou segundas intenções e confirme se tem toda a informação necessária para que os outros o percebam.
4 - A mensagem deve ser clara e sem "duplo" sentido ou significado:
Evite ao máximo mensagens com "duplo" sentido ou significado, do género "és um bom atleta, mas este não é um jogo para ti, adaptado às tua características ..." Normalmente este tipo de mensagens têm significados contraditórios e são ditas quando existe medo ou receio de dizer directamente à pessoa interessada algo que pode ofender, magoar ou ferir a sua auto-estima...
5 - Afirmar claramente as suas necessidades e sentimentos:
Apesar da nossa sociedade nos ensinar desde "pequeninos" a reprimir e não expressar os nossos sentimentos e emoções, a partilha de sentimentos e necessidades com os outros é uma condição necessária para o desenvolvimento e aprofundamento de relações interpessoais. Os outros só poderão ajudar se confiar neles e partilhar a informação (o que sente, o que pensa...).
6 - As mensagens devem separar e distinguir os factos das opiniões:Afirme primeiro o que viu, ouviu ou soube directamente e , só depois, formule opiniões ou conclusões acerca desses factos reais. Não diriga mensagens do tipo "Constou-me que..." "chegou-me aos ouvidos que..." ou "Não sou bruxo, mas tenho a impressão que...". São normalmente mensagens claramente ambíguas e com duplo significado. A divulgação de factos reais pode ser menos agradável para quem ouve, mas é seguramente mas honesta e menos ambígua...
7 - Envie as suas mensagens imediatamente:
Organize bem o seu pensamento e aquilo que pretende dizer, procurando transmitir "uma coisa de cada vez", de modo a que as mensagens não sejam um conjunto de pensamentos desorganizados (ex: evite "saltar de uma coisa para outra completamente diferente". durante o seu discurso).
8 - Envie as suas mensagens imediatamente:
Não adie a sua intervenção quando observa algo que o irrita ou algo que necessita de ser mudado. Guardar "cá dentro" o que lhe apetece dizer, pode fazer com que tenha de "explodir"mais tarde, por uma coisa ou aspecto insignificante.

9 - As mensagens não devem conter "segundas intenções":
Aquilo que se diz deve ser realmente aquilo que se quer dizer. Normalmente as "segundas intenções" nas mensagens que se enviam "minam" e destroem as relações interpessoais.
10 - As suas mensagens devem fornecer algum apoio:
Se pretende que os outros escutem e ouçam com atenção o que lhes vai dizendo, não deve fazer de uma forma sarcástica, ameaçadora ou recorrendo a comparações de carácter negativo (isso fará com que as pessoas pura e simplesmente "desliguem" quando estiver a falar para elas. Torna-se necessário que as mensagens transmitam algum apoio da sua parte.
11 - As suas mensagens verbais e não verbais devem ser congruentes:
Quando o seu comportamento verbal (ex: palavras, afirmações) não é congruente com o não verbal (ex: gestos e expressões faciais) a sua credibilidade como comunicador é afectada. Por exemplo, é frequente um treinador reagir imediatamente aos falhanços dos atletas de forma negativa, recorrendo a gestos e expressões de desaprovação e mesmo de desespero. Logo de seguida, tentar corrigir e verbalmente encorajar o atleta. Estas mensagens conflituosas só geram confusão no atleta. Não esquecer que a primeira coisa que um atleta faz, normalmente, depois de falhar, é olhar para o banco, para avaliar as reacções do treinadores e colegas.
(Adaptado de Martens, 1987)
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