Jorge Jesus, após ter realizado um estágio no F C Barcelona com Johan Cruyft, disse que grande parte dos treinos são jogos em campos reduzidos com pressão. Também José Mourinho é um fã confesso da realização de treino em campos de tamanho reduzido com várias variantes.
Este tipo de exercícios permite aos jogadores treinarem movimentações e ações tanto ofensivas como defensivas de forma mais contínua, uma vez que o espaço é mais curto e estão em constante contacto com a bola. Este tipo de exercícios engloba características técnicas, táticas, físicas e mentais, o que permite aos jogadores se verem confrontados permanentemente com situações semelhantes às do jogo.
Neste tipo de exercício, existem diversas variantes que podemos trabalhar. A existência de mais balizas, a superioridade / inferioridade numérica, as dimensões e áreas do campo etc. Cada variante tem um objetivo final, quer sejam elementos técnico-táticos, quer sejam individuais e coletivos do ataque ou da defesa.
Se o trabalho for feito com as duas equipas em igualdade numérica é normal que o treinador peça aos jogadores para haver uma pressão forte sobre o portador da bola (pode haver marcação individual) e deslocamentos rápidos (desmarcações) para aproveitar o espaço vazio.
Em suma, com os jogos reduzidos trabalhamos vários processos da equipa, tanto técnicos como táticos e diversas vezes para quando acontecer durante o jogo em tempo real o jogador saber exatamente o que fazer e já ter vivido aquela situação. É aqui que este tipo de exercícios ganham vantagem sobre os exercícios de especificidades técnica.
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